A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) defendeu a revisão dos preços dos combustíveis, argumentando que os custos actuais continuam a exercer forte pressão sobre a economia nacional e sobre o poder de compra das famílias. Segundo a organização, a redução dos preços poderá contribuir para aliviar os encargos enfrentados pelas empresas, diminuir os custos de produção e transporte e favorecer uma maior competitividade dos diferentes sectores económicos.

Os combustíveis desempenham um papel estratégico na economia moçambicana, influenciando directamente o funcionamento dos transportes, da agricultura, da indústria, do comércio e dos serviços. Sempre que os preços permanecem elevados, os custos operacionais das empresas tendem a aumentar, situação que frequentemente se reflecte no preço final dos bens e serviços consumidos pela população.

Especialistas em economia consideram que uma eventual revisão dos preços dos combustíveis poderá contribuir para conter a inflação e estimular a actividade económica, sobretudo entre as pequenas e médias empresas, que são mais vulneráveis ao aumento dos custos de operação. No entanto, alertam que qualquer decisão deverá considerar factores como a evolução do preço internacional do petróleo, a taxa de câmbio e os custos de importação, de forma a garantir a sustentabilidade do mercado nacional de combustíveis.

No sector empresarial, a proposta da CTA foi recebida com expectativa. Empresários dos ramos dos transportes, logística, agricultura e comércio defendem que a redução dos preços permitirá melhorar a competitividade, incentivar novos investimentos e preservar postos de trabalho num contexto económico ainda marcado por diversos desafios.

Analistas económicos afirmam que a política de preços dos combustíveis continuará a ser um dos principais factores para a estabilidade da economia moçambicana. Caso sejam adoptadas medidas que reduzam os custos energéticos sem comprometer o equilíbrio financeiro do sector, o país poderá beneficiar de uma maior dinâmica económica, aumento da produção e melhoria gradual do custo de vida para empresas e consumidores.